sexta-feira, dezembro 16, 2005

Angústia de dezembro

Uma angústia daquelas que deixa o coração apertado, os olhos marejados e um nó na garganta tomou conta de mim hoje. Em plena sexta feira, a primeira sem chuva depois de muita água caindo em BH. Eu, com a minha maldita racionalidade tento entender de onde vem esse sentimento, como se sentimentos fossem feitos para serem explicados.
Definitivamente dezembro me faz mal. Não que eu não goste de festas, na verdade adoro. Não suporto são as obrigações. Festas de família onde aquele tio chato e inconveniente sempre bebe mais do que deveria e fica mais chato e mais inconveniente; tias fazem sempre a mesma pergunta: "e aí, tá namorando?", "você forma quando?"; o amigo oculto te faz pensar pensar num presente para o primo com que não fala desde o natal passado. E assim se passam as horas tendo que sorrir para quem não gostaria e sonhando em estar em qualquer outro lugar. Claro que tô exagerando, festas de família têm um lado divertido e alguma coisa boa sempre aflora, mas não suporto saber que tenho essa obrigação anual.
E junto com dezembro vem também o balanço do ano e a descoberta de vários planos não cumpridos. Claro que enquanto não conseguimos alcançar algo que planejávamos surgiram outras totalmente inesperadas. Mas não cumprir certos objetivos dos quais eu sei que se não fosse a preguiça teria conseguido sempre me arrasa. Mas, como se nada tivesse acontecido me pego planejando mais um monte de coisas para esse 2006 que já está batendo na porta.
É, o sol volta a aparecer no meio desse dezembro em BH, mas o meu espírito continua cinza, fechadinho e angustiado.

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